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Caixa bloqueia Auxílio Emergencial de 3 milhões de pessoas por suspeita de fraude

DATA: 21/07/2020

Nesta terça-feira (21), em entrevista ao vivo ao InfoMoney, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que beneficiários do Auxílio Emergencial tiveram contas digitais bloqueadas devido ao excesso de fraudes.

Dos pouco mais de 65 milhões de brasileiros que já receberam o benefício até esta terça-feira, cerca de 5% foram bloqueados pelo banco, segundo Guimarães, ou algo em torno de 3 milhões de pessoas.

“Com a implementação rápida que tivemos que fazer para distribuir o Auxílio lá no começo, sobraram algumas brechas de segurança. Em maio, em uma janela de dez dias, hackers acessaram milhares de contas. Identificamos todas e já corrigimos os problemas, mas pessoas honestas tiveram suas contas bloqueadas porque tivemos que salvar o dinheiro público”, disse.

Guimarães explicou que, como muitos beneficiários não tinham um smartphone para fazer o pedido do benefício, a Caixa permitiu que o mesmo celular fosse usado para cadastrar mais de uma pessoa. Isso permitiu que hackers se cadastrassem usando o nome de outras pessoas a partir de um único dispositivo.

Apesar do problema, ele explicou que nenhum beneficiário será penalizado por ter sido hackeado. “Para ter acesso à conta basta ir a uma agência com um documento em mãos e comprovar que a pessoa inscrita para receber o auxílio é realmente você e o dinheiro será liberado”, diz.

Ele admite, no entanto, que deve ocorrer uma lentidão no desbloqueio. “Nosso sistema demora cerca de três minutos nesse processo de liberação, mas temos centenas de pessoas na fila. Então pode demorar alguns dias, mas os trabalhadores receberão os valores”, explica.

Auxílio bloqueado após primeiras parcelas

Além das fraudes, Guimarães explicou que há um grupo de pessoas que, mesmo após ter recebido uma ou mais parcelas, pode ter tido o auxílio bloqueado – mas que nesse caso não há relação com golpes.

Isso acontece porque a Dataprev e o Ministério da Cidadania validam cada nova parcela depositada e conferem se o beneficiário realmente continua tendo direito ao auxílio emergencial.

“Isso porque muitas pessoas não precisavam receber os valores, mas isso aconteceu devido à rapidez da Caixa em montar o processo e distribuir o dinheiro”, alega Guimarães.

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